Administrativo

Tire 5 dúvidas sobre a gestão democrática e participativa na escola

A gestão democrática e participativa sempre é mencionada como uma boa prática para escolas. Entretanto, modelos horizontais de administração costumam enfrentar muitos desafios, principalmente para estruturar o trabalho e manter um bom ritmo de organização, já que a dinâmica se baseia na integração de recursos humanos.

É possível envolver tanto os colaboradores quanto pais, alunos e comunidade nas decisões, mas isso é uma prática saudável? Hoje falaremos um pouco mais sobre esse assunto, para você entender o conceito e a prática desse modelo de gestão: venha conosco e descubra!

1. Qual é o conceito de gestão democrática e participativa?

Como a palavra já sugere, uma gestão democrática é aquela na qual todos participam e têm voz. Esses modelos — um tanto quanto arrojados — estão presentes na maioria das empresas bem-sucedidas. As estruturas verticais, nas quais o poder é alinhado de cima para baixo, estão caindo em desuso.

Isso acontece porque a ideia de um ambiente harmônico promete alta produtividade. Além disso, pluralidade e diversidade também estão em alta, na garantia de que, quanto mais mentes diferentes trabalham em prol de um objetivo, mais perspectivas são contempladas e, portanto, melhores resultados são alcançados.

Como esse modelo funciona na prática?

Para aplicar a gestão democrática e participativa, quem administra a escola precisa abrir as estratégias para todos os envolvidos. O intuito é montar equipes que colaborarem mutuamente para o desenvolvimento de determinado setor ou atividade específica. Um aviso: a comunicação precisa ser centralizada, ok?

Caso contrário, fica muito difícil acompanhar o andamento e garantir que retrabalhos e confusões não vão acabar em desperdícios de recursos — tempo, força de trabalho etc. —, custos adicionais, clima organizacional ruim e baixa na qualidade dos serviços. 

O ponto de atenção é que ser um gestor democrático não necessariamente significa compartilhar a tomada de decisão. Você pode sim ser totalmente aberto a sugestões, conversas, testes e ainda assim optar por tomar a decisão internamente ou com um grupo de pessoas reduzido.

2. Quais são as vantagens desse estilo de liderança?

No contexto de uma instituição escolar, não é possível dispensar uma visão de gestão de negócios, mas não podemos perder de vista o fato de estarmos diante de uma atividade pedagógica. Assim, uma equipe multidisciplinar é capaz de gerar mais soluções e agregar valor ao ensino dos alunos. Isso é sim um diferencial competitivo para uma instituição escolar.

Diante desse cenário, é impossível ignorar que a gestão participativa — que envolve colaboradores de diversas áreas, além de pais, alunos, comunidade local e outros órgãos que tenham relevância nesse cenário — eleva o nível da escola, entregando um produto de interesse de todos. No fim das contas, o resultado é capaz de mudar a forma como a educação é vista.

3. Qual é o pontapé inicial para aderir a esse método?

Antes de qualquer coisa, você precisa identificar qual é o seu estilo de liderança. Não adianta querer fazer uma gestão descentralizada se você não consegue lidar com diferenças e opiniões contrárias, por exemplo.

É claro que o aprimoramento é bem-vindo, mas quando o assunto é business, é fundamental garantir o sucesso da sua instituição em particular antes de pensar em se adequar ao que é mais bem aceito. 

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Outro ponto primordial é conhecer a sua equipe. Um bom estudo sobre os perfis psicológicos e os arquétipos de Jung podem ajudar você nisso. O ponto aqui é analisar se uma gestão democrática é mais proveitosa dentro do cenário específico da sua instituição.

4. Quais são os desafios na implementação? 

A falta de objetividade pode ser uma grande vilã de uma gestão colaborativa. Com muitas vozes e ideias de direcionamento possíveis — e todas essas ideias sendo abraçadas para extrair o melhor desse diálogo —, pode ser complicado entender qual é o direcionamento, principalmente se a equipe não está acostumada com esse modelo.

Os ruídos na comunicação devem ser evitados de forma efetiva, pois simbolizam um desserviço para esse tipo de gestão, podendo levar a prejuízos e tirar o seu propósito. A verdade é que as diretrizes precisam ser claríssimas, e o desempenho, altamente alinhado: equipe e liderança comprometidos a fazer dar certo.

Prepare-se para reconsiderar

Principalmente quem não está acostumado com esse espaço de colaboração pode receber mal o modelo. E isso inclui a gestão. Sendo assim, respire fundo e, de fato, disponha-se ao diálogo. Ideias podem ser mesmo conflitantes, mas uma figura coercitiva não é bem-vinda para a escola que quer aplicar a gestão democrática.

A liderança deve cuidar de sua própria personalidade, bem como buscar a qual é a melhor alternativa para o desenvolvimento da escola. Deve-se considerar o propósito e as oportunidades de crescimento, além do benefício que essa abertura pode ou não trazer para os clientes — pais e alunos. 

5. Como superar as adversidades?

Apoie-se no planejamento estratégico escolar. Como ele dá as diretrizes para o desenvolvimento do trabalho, ele também deve nortear o seu modelo de gestão. Afinal, esse planejamento é reflexo do esquema idealizado e praticado para alcançar os objetivos da instituição, por meio das metas.

Você deve prever momentos periódicos de alinhamento, por meio de encontros, reuniões, dinâmicas etc. O importante é que, de tempos em tempos, a gestão analise o desempenho e ajuste o que não estiver de acordo, conduzindo a equipe.

Para isso, todo o time de trabalho precisa estar a par tanto dos indicadores quanto do acompanhamento dessas métricas. É função da gestão garantir que todos estejam informados e prontos para trilhar esse caminho.

Automatize processos

Use um sistema de suporte para todas as áreas, que seja capaz de garantir o funcionamento em sinergia e com transparência. Esse benefício deve se estender para o relacionamento com pais e alunos: mantenha-os próximos e atualizados. Assim, além de manter a gestão acessível, você compartilha o modelo de trabalho e uma boa experiência.

Para fazer uma gestão democrática e participativa, ter recursos escolares integrados é uma necessidade. A comunicação precisa ser clara e objetiva, não deixando espaço para nenhum atraso nas informações ou prática de achismos. Para tanto, você deve utilizar um sistema especializado, capaz de atualizar tudo em tempo real para todos os envolvidos.

Qual é a opinião comum dos seus contatos sobre esse modelo de gerenciamento escolar? Compartilhe este post nas suas redes sociais e peça a opinião dos seus colegas da área!